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Matthew Weigman. A glória e derrota do supervilão “Silence”.

por Gabriel Caldas

“Eu estava fazendo algo que pessoas que podem ver não fazem”, “…era uma sensação muito boa”.

Em uma clássica história em quadrinhos, algo extraordinário acontece com o “herói” que recebe super poderes e resolve ajudar os outros com essas habilidades. Nas mesmas histórias, existe o outro lado criado pela tragédia, que toma para si poder e usa para se vingar do mundo que o criou. Isso poderia ser uma explicação para a criação de Silence o supervilão mostrado na reportagem da Rolling Stone. Só que existe um porém. Silence não é um vilão de revista em quadrinhos ou de um filme que está para ser lançado, ele existe. Um jovem de 18 anos que agora foi preso e condenado a passar 11 anos de prisão pelos seus crimes.

Weigman nasceu cego, em uma família pobre onde apanhava do pai que o chamava de “bastardo cego” até abandonar a família deixando Weigman com a mãe ausente. Até que um dia ele percebeu seus poderes. A incrível habilidade de gravar notas musicais, sons e reproduzir qualquer voz que ele escutasse. Ele então descobre o serviço de “party line” um tipo de bate papo usado antes da internet pelo telefone e ainda ativo nos EUA. Lá, sem rostos ou corpos para serem julgados Weigman não era perseguido na escola por ser gordo e cego, ele poderia ser qualquer um. E assim ele começou a usar os seus poderes parar ser mais do que qualquer um nesse novo mundo. Se alguém fosse ao menos rude, Weigman era capaz de desligar a linha da pessoa e até mesmo enviar uma equipe da SWAT para a casa da pessoa. Tudo graças ao seu dom de replicar vozes e até mesmo descobrir e decorar números de telefones pelo simples tom da discagem. Weigman aprendeu termos do ramo das telecomunicações e tinha acesso aos servidores das companhias AT&T e Verizon quando queria. Utilizava isso para exigir sexo pelo telefone com as mulheres que entravam na party line, caso não conseguisse, policia, batalhão anti bombas, etc. Weigman era temido e respeitado por todos.

O seu poder impressionou outros phreaks, (hackers de telefones, também precedentes assim como criadores dos hackers), em batalhas para demonstrar o poder, Weigman se mostrou o melhor de todos, mas como todo super vilão, Weigman tinha o seu pior inimigo em si mesmo, o levando contra o FBI em crimes cometidos pela sua falta de habilidade de lidar consigo mesmo.

A história toda, (é LONGA mas vale muito a pena de ler), você acompanha aqui. Eu não duvido muito que um dia a história de Matthew Weigman vire um filme ou um livro, uma história triste que mostra que grandes poderes nem sempre trazem grandes responsabilidades, as vezes, não há nada de muito bom para ser responsável, o poder é só o que motiva a fazer o que se quer. Independe do quanto se é deficiente, diferente. Se você está perdido, o mundo só faz piorar. Matthew Weigman “gritou” para que alguém escutasse, provando que o fato dele ser cego não fazia dele invisivel.

Fonte: Rolling Stone

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