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Heroes. Onde foi que tudo deu errado?

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Quando Heroes surgiu, parecia a idéia perfeita: uma série de TV que conseguiria transmitir todo o dinamismo e intensidade de uma HQ uma vez por semana, sem aquelas bobagens de ressuscitar personagens e reboots editoriais que assolam as revistas mensais das principais editoras do mundo.

E deu absolutamente certo. A saga da cheerleader, a ameaça da bomba atômica humana através de Sylar e os conflitos baseados em livre-arbítrio sobre viajar no tempo para mudar a história ou não fizeram da série uma candidata séria a destronar Lost, fato que aconteceu por um tempo no quesito audiência.

Pois bem. Um dos principais criativos por trás deste sucesso, o cara chamado Brian Fuller, abandonou o barco depois de colher os louros da primeira temporada, foi fazer Pushing Daises e Heroes caiu no ostracismo, com tramas esdrúxulas e cada vez mais parecidas com os constantes absurdos que vemos em comics o tempo todo.

Mas Brian Fuller voltou no final da terceira temporada. E colocou a série nos trilhos. O episódio onde é mostrada a origem da tal Companhia é um dos mais bonitos da série e o final era promissor, com o Sylar sendo aparentemente derrotado, mas não sem um preço muito alto. Nesse ponto, Brian Fuller parece gostar de ter seu ego massageado. Salva a série e abandona o barco de novo. Assim provavelmente dirão: “quando ele comanda a série, ela funciona”. É a mais pura verdade.

Essa grande introdução é para falar dos três primeiros episódios da quarta temporada, ou para os mais Hardcore, do Volume 5, intitulado Rendemption.

Se o que faz uma grande história são personagens, começamos absolutamente mal. Suas motivações estão completamente deturpadas e simplesmente não dá pra agüentar a dupla de japas formada pelo Hiro e Ando, cuja função de ser alivio cômico da série está chegando ao limite de irritação do Zorra Total. O mundo pegando fogo e o cara que pode voltar no tempo resolve fazer isso pra impedir que o amigo jogue sorvete na irmã. Infelizmente, não é uma piada.

Peter Petrelli é outro que vem perdendo coerência. Resolver voltar a ser paramédico (ou enfermeiro, sei lá) para poder salvar pessoas em segredo mas coleciona na sua casa recortes de jornais das vitimas que consegue salvar. Atitude de um Bruce Wayne com o ego de um Tony Stark? Forçado.

O que mais me irritou foi o Parkman. Depois de salvar a pátria “transformando” Sylar em Peter Petrelli, ele agora tem o vilão “preso” na mente dele. Que coisa estranha. Além disso, sofre agora de um conflito no mínimo imbecil: um policial que jurou não usar seus poderes de ler mentes para resolver crimes. Genial, não?

A ausência de uma trama definida logo de cara também dificulta as coisas. Se na primeira temporada nós sabíamos desde o início que o lance todo era que iam explodir NY, dessa vez, nada foi estabelecido em 3 episódios. Só os dramas meia-boca de cada personagem de forma isolada. E uma das coisas mais graves que notei, subestimaram (de novo) os nerds do planeta achando que referências baratas iriam fazer a série bombar de novo. Exemplos:

– O motorista da Angela se chama Alfred.

– O merchandising de Guitar Hero feito no arco de Claire na Faculdade é comparado aos piores já feitos com shampoos em novelas brasileiras.

– Ray Park, o eterno Darth Maul, vive um cara muito habilidoso com facas e artes marciais. Em dois episódios ele já falou mais que em Ameaça Fantasma. Tem também o ator que fazia TBAG em Prison Break. Ele parece ser um puta vilão, mas seu poder digno de paródias da MAD tornam ele bem menos denso: ele pode controlar tintas, fazer tatuagens adquirindo vida e, pra não ficar tão tosco, parece controlar terra. Tudo a ver.

Infelizmente, a série se tornou exatamente tudo o que jurava combater: virou um pastiche dos exageros da indústria de quadrinhos em forma de série de TV.

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Categorias:Heroes, Séries, TV Tags:,
  1. Burton
    05/10/2009 às 20:05

    parei de ver essa serie no final da segunda temporada, ja tava perdida, ngm mais morria, pois “o-sangue-de-claire-tem-poder” e tinha um outro carinha q fazia algo parecido, nem lembro mais direito….
    essa vai seguir os passos de smallville e só os malucos vão continuar seguindo…
    falar nisso, o clark já voou?

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