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Eu Fui: Distrito 9.

District-9

Das cinzas de um mega blockbuster que seria o filme do jogo Halo, o esperto Peter Jackson tirou a idéia de dar a chance e 30 milhões de dólares para o novato diretor Neill Blomkamp para fazer um filme seu. Parece um negócio arriscado não é? (só se você for um engravatado idiota de Hollywood).

Distrito 9 custou 30 milhões de dólares. Mas depois de assistir o filme, você vai pensar a mesma coisa que eu. “Isso só pode ser mentira!”. Michael Bay gasta 250 milhões por cada “filme” dos Transformers. A única explicação que eu tenho é que o Bay desvia toda a grana dos filmes dele para financiar algum grupo terrorista ou pior, financiar o seu futuro estúdio de cinema!

Piadas a parte, Neill Blomkamp ganhou o meu respeito para sempre com esse filme. Distrito 9 em sua montagem como documentário foge completamente do esquema “filme de alienígenas na Terra”. Eles chegam aqui, mas somos nós que invadimos a nave deles, dentro 1 milhão de aliens “camarões” desnutridos. A ONU oferece ajuda e monta uma área fechada em Johanesburgo. 20 anos depois a nave continua imóvel no céu da cidade e os aliens sofrem com o preconceito e toda a miséria de viver em uma favela, com tráfico de armas, prostituição (é isso mesmo que você está pensando), e violência. Em busca de melhorar a situação “humana” e resolver o problema, é decidido que os aliens devem ser movidos para um campo de concentração fora de Johanesburgo. Então conhecemos Wikus Van De Merwe  (Sharlto Copley), o encarregado na missão e nosso “herói”. Logo de cara vemos que Wikus é um looser, preconceituoso, fraco e sem a menor coragem no corpo, recebendo mais responsabilidade do que poderia aceitar. Em sua conturbada missão de despejar os aliens e apreender armas, Wikus entra em contato com um dispositivo que atira nele um liquido que começa a mudar a sua genética, transformando Wikus lentamente em um hibrido humano/alien.

Então a jornada de Wikus começa, e a verdadeira face da “humanidade” é revelada. A companhia para qual trabalhava se vira contra ele em busca do enorme lucro que sua atual situação pode promover. Armas alienígenas só funcionam em mãos alienígenas, Wikus é a solução para um mercado de milhões em nome da guerra. Wikus sabe que não tem mais para onde fugir, a não ser o Distrito 9.

Eu poderia continuar a falar mais da história do filme, mas não vou estragar as surpresas.

Vá tranqüilo ao cinema, Distrito 9 é parte da trindade da ficção cientifica desse ano. Só nos resta Moon e o tão aguardado Avatar. Em um ano de merdas como Wolverine e Transformers, é revigorante ver que Neill Blomkamp conseguiu fazer mágica com 30 milhões em uma mistura de metáfora política, documentário e ação, (e pode esperar um pouco de gore também, tem cenas no filme em que a maquiagem ou efeitos digitais são reais demais para os mais fracos).

Se 2009 tiver um top 5 de melhores filmes, Distrito 9 sem dúvida estará na lista!

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