Eu fui – AVATAR

Quando você está no cinema e um frio sobe a sua espinha. As suas mãos procuram um lugar para segurar, você percebe que está prendendo a respiração, segurando forte como se estivesse em perigo, a música sobre, levanta voou uma criatura alienígena com um ser azul montado em cima dela. Você respira de novo, abre um sorriso. Por uma fração de segundo você estava dentro do filme, ele era o seu Avatar. James Cameron conseguiu. Eu estou sorrindo como criança de novo, bem como naquele dia que vi uma X-Wing pela primeira vez, explodir a Estrela da Morte e a minha vida mudar para sempre.

Pandora, não leva mais de meia hora para você acreditar no lugar. O cuidado absurdo que Cameron teve em chamar botânicos e biólogos para criar um mundo diferente fazem do cinema uma experiência exploratória. Pelos olhos de Jake Sully (Sam Worthington), aprendemos a caminhar de novo. Não é só o corpo ou a habilidade de andar, no filme Jake ganha uma vida nova. E ficamos de olhos arregalados ao ver as criaturas mais reais que já se teve notícia, mas que nunca existiram. Captura de movimento virou captura de atuação. Esqueça o Gollun! Ele se tornou falso e feio, mérito de um trabalho impressionante e inovador que Cameron utilizou para contar a história que vinha esperando quase 10 anos para contar.

Sempre em busca de fazer o seu “Star Wars”, Cameron agora pode dizer que conseguiu. Assim como Lucas, os diálogos podem parecer meio clichês, histórias de superação e luta do mais fraco contra os fortes sempre foram ditas, desde o inicio dos tempos. Elas são contos para serem contados de forma simples, as palavras tem que demonstrar o coração da história. Cameron faz isso de forma honesta. Quando o herói toma para si o manto e a responsabilidade, você está ali com ele. Cameron não precisa de alivio cômico ou cenas engraçadinhas para que seus personagens ganhem simpatia do público, (ouviu Michael Bay? Transformers não é uma comédia com robôs!).

Você não acredita que Cameron fez Titanic, mesmo depois da cena em que Jake e Ney’tiri (Zoe Saldana), se beijam. Você já está dentro de Pandora ali, e mesmo que seja CGI, você não liga. Zoe, atriz que nunca me chamou a atenção, precisou virar um alien para me apreciar a sua atuação no ápice. Seus movimentos tanto faciais como corporais são impressionantes, foto realista ao ponto de você perder a noção do CGI. E a forma como ela pronuncia a língua dos Na’Vi é totalmente instigante. Assim como Sigourney Weaver, que na pele azul fica mais jovem e “viva” comparada a sua persona humana, velha e com o cansaço nos olhos e no habito de fumar.

Avatar tem uma história comovente, como muitos falaram, os Na’vi são um amalgama de todas as tribos indígenas que existem no mundo. Coragem, honra e respeito pelo planeta em que vivem, mostra a total falta de comparação com os “alienígenas” humanos, ou o “Povo do Céu” como eles chamam o homem. Em uma simples fala durante o 3° Ato, Jake tenta explicar para os Na’Vi a diferença, dizendo que a Terra não tem mais “verde”. O que para nós nessa altura do filme, sabemos muito bem que significa que não há mais vida aqui, o mesmo pode ser mostrado pela atitude dos humanos ao lidar com a situação do planeta, onde a rocha vale mais do que a vida de selvagens, ou o dinheiro vale mais do que o planeta e a sua vida, pelo nosso ponto de vista atual.

Coronel Miles Quaritch (Stephen Lang), É o nosso vilão na tela. A sua motivação é quase robótica: entrar, destruir e conquistar. De uma vida de batalhas, ele simplesmente não liga mais para o motivo. Simplesmente está ali para fazer o trabalho, e quanto mais difícil de matar, mais motivado ele fica. Uma alegoria clara de como o poder e a guerra transformam um homem ao ponto de dizer que um genocídio pode ser produzido de forma “humanitária”. Qualidade essa que ele mostra ter se distanciado completamente do sentido.

Falar mais sobre o filme não faria muito sentido. Assim como Star Wars, Avatar pega temas relevante nos dias de hoje. Como a importância da vida, o respeito nas diferenças e a ganância do homem sobre a sobrevivência da natureza, e faz uma fabula de ação e fantasia em um universo fantástico.

São quase 3 horas em outro planeta. Vá ao cinema e aprecie a viagem, você provavelmente nunca esquecerá e vai querer voltar a Pandora.

P.S.1: O.K. que é uma ficção fantástica no ano de 2148 e tudo é sensacional, mas fala sério James Cameron, a maior mentira de todas nesse filme, o maior absurdo, é a cadeira de rodas do Jake Sully não ser automática! Mais de 100 anos no futuro e não vamos ter cadeiras automáticas? Mancada feia cara!

P.S.2: Sim, isso foi um comentário muito do seu chato, mas isso ficou na minha cabeça o filme todo!!

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