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Capitão América – Crítica

“O Primeiro Vingador” foi o ultimo a ter o seu filme lançado, e em um clima de Indiana Jones, onde ação e humor perfeitamente encaixado , me pegaram completamente de surpresa. AMÉRICA! FUCK YEAH!

Como muitos, era um dos que não seguia as revistas do Capitão. Não sentia necessidade de ler um herói claramente de propaganda de uma época em que os seus valores não se aplicam mais. Porém, graças as sagas da Marvel, como Guerra Civil e a sua mais recente “morte”, resolvi dar uma chance. E não me arrependo. Ed Brubaker transformou o “Soldado De Outro Tempo”, em um conto de espionagem, mistério pulp e onde fantasmas do passado só se mostram como inimigos do presente. Elogiado e premiado, não é de se espantar que o filme busca muito de sua interpretação do herói.

O melhor da construção do filme é focar em Steve Rogers. O homem que é mais importante do que a bandeira que veste. Vemos uma interpretação justa de toda a admiração que Steve recebe dos outros heróis nos quadrinhos. Chris Evans domina o filme, surpreendendo todos os que não acreditavam que ele daria conta de um papel tão icônico. A sua atuação convincente e o INCRIVEL efeito de torna-lo um magricela nos fazem acreditar na honra e determinação de um futuro herói. Méritos que fazem com que ele seja escolhido pelo Dr. Abraham Erskine (Stanley Tucci ótimo no papel), que procura e acima de tudo, um bom homem para se tornar o primeiro supersoldado, sendo que em um primeiro teste, o soro somente amplificou a loucura e maldade do primeiro candidato, o Caveira Vermelha (Hugo Weaving que com a maquiagem leva o prêmio de melhor adaptação de visual de HQ de todos os tempos), os lados opostos de uma guerra e ideais.

Caveira busca o poder dos deuses com o Cubo Cósmico de Odin, em uma ligação direta ao universo de Thor e fiel aos quadrinhos, enquanto Steve se torna o supersoldado e a lenda com a ajuda de Peggy Carter (Hayley Atwell, linda e muito bem aproveitada como interesse romântico), General Chester Phillips, (Tommy Lee Jones inspirado em um papel de durão com bom coração), e os equipamentos de Howard Stark (Dominic Cooper pegando traços de Robert Downey Jr, mas no fim fazendo o personagem ser distinto dos trejeitos do filho). Além dos Howling Comandos e seu melhor amigo Bucky Barnes (Sebastian Stan, mostrando que poderia fazer fácil um spin off com o Winter Soldier).

Joe Johnston coloca toda a sua experiência na produção de Indiana Jones e até mesmo em Star Wars, no clima do filme que lembra também em muitos momentos, Rocketeer. Você se pega rindo das piadas muito bem colocadas, da ação em tomadas abertas e acredita no teor levemente retro-futurista de uma segunda guerra na visão do Universo Marvel.

O que tem de errado?

O filme só não é perfeito por poucos aspectos. Em um mundo perfeito, os direitos dos X-Men estariam nas mãos da Marvel, o que iria permitir mostrar Wolverine agindo com os Howling Comandos nas batalhas como foi usado na HQ.

A trilha sonora não empolga, e na verdade não trás um tema a não ser no “momento musical” que é muito bem empregado.

A luta final, faltou um pouco mais de força no confronto.

Nerd Vision:

Agora a parte para aqueles fãs dos quadrinhos buscarem no filme.

1-      Durante a cena da World Fair vemos o primeiro Tocha Humana. Um ciborgue que junto com o Namor e o Capitão viviam as aventuras na Segunda Guerra.

2-      O visual de Arnim Zola, que por um breve instante, aparece em uma tela, remetendo ao seu visual na HQ onde teve sua consciência transmitida para um robô que reproduz o seu rosto.

3-      Fazer uma homenagem ao uniforme original nos momentos em que Steve vira garoto propaganda do exército, e reproduzir a capa da revista N° 1 com a clássica cena do sono na cara de Hilter são momentos muito agradáveis para os fãs.

4-      Na cena do trem, por um breve momento, Bucky pega o escudo do Capitão e atira com sua pistola. Essa é uma tirada para os fãs de Ed Brubaker que recentemente havia transformado Bucky no novo Capitão América, em um traje levemente modificado, com uma pistola, faca e o legendário escudo.

5-      Bucky que pode muito bem ser aproveitado para um futuro spin off ou continuação do capitão, já que no momento em que Steve resgata Bucky, fica no ar que ele sofreu algum tipo de experimento psicológico. Traços do personagem Winter Soldier que nas revistas Bucky se transforma em um assassino russo com um braço biônico. Personagem esse, que o diretor Joe Jonhston se mostrou disposto a dirigir o filme caso a Marvel se interesse.

 

Agora já temos o Soldado, somos fãs do Homem que se construiu a partir do Ferro e conhecemos um Deus nórdico alienígena. Dentro de 1 ano, vamos ver como eles se saem juntos.

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